A missa de Rosalía: entrámos já convertidos, saímos deslumbrados
No dia seguinte ao primeiro concerto da tournée Lux de Rosalía, em Lisboa, o radialista Renato Duarte publicava um vídeo na sua conta de Instagram a parodiar o facto de termos todos "apanhado Rosalite", a doença que pôs um país inteiro a falar deste fenómeno: os que foram, os que queriam ter ido, os que iam nessa noite à segunda data, os que gostam, e os que não gostam e criticam. No meu caso, não só apanhei Rosalite, como uma valente amigdalite. Razão pela qual tive de descartar todas as regras de actualidade que ditam o jornalismo, e escrever este texto quase uma semana depois. Correndo o risco de ser absolutamente datado e, admitindo que o meu cérebro ainda se encontra atordoado com penicilina, vou fazer o melhor esforço para contar o que aconteceu na noite de 8 de abril. Com dores nas pernas e na garganta, e cheia de arrepios de frio, entrei na MEO Arena às 20h30, com esperança que o espectáculo, marcado para aquela hora, estivesse atrasado. Passados dez minutos, a sala f...









